Algumas Histórias Hilárias vol:1
4 de fevereiro de 2012Sempre que vamos fazer um programa do tipo entrevista-talkshow, a produção nos pede para lembrar alguma história engraçada. Temos um monte, mas nunca nos lembramos na hora. Decidi escrever hoje alguma coisa que sirva para eu me lembrar delas com uma simples consulta no site, clicando do lado direito onde diz “hilário”. Vamos lá
Papai Noel em Florianópolis – Uma viagem para o sul do país. Ficamos de fazer um show na grande Floripa e pediram para que nós participássemos de uma “chegada de papai noel” no estádio da cidade. Estávamos cansados mas não há como não se tocar ou mesmo dizer não para este tipo de convite. Estando na cidade, por que não? Nossa participação seria em playback ou seja, na base do disco tocando e nós fazendo mímica – como aliás muitos programas de tv fazem até hoje.
Chegando no estádio, vimos que tudo era bem simples. Um palquinho no meio do centro do gramado. Ficamos no vestiário aguardando sermos chamados. O vestiário ficava perto do gol. Pouca gente no local, um dia meio nublado, mas tudo pelas crianças, estamos aqui pra isto.
Eis que ouvimos: “Agora, no palco, chamamos Biiiiiquiniiii Cavadãaaao. E lá fomos nós subindo as escadas e caminhando no gramado em direção ao palquinho. Não havíamos passado da grande área quando a música começou a tocar.
Imagine então nós correndo como loucos para chegar pelo menos a tempo de eu começar a fingir que estava cantando ao microfone. Se alguém tivesse filmado isso, seria um desses micos de fazer o maior sucesso no YouTube!
Tudo muito leeeento – Na década de 80, fazer playback era comum no Rio. As bandas faziam 3 shows por noite em lugares lotados, bailes funk ou de música variada na baixada fluminense onde o ingresso era barato e mulheres não pagavam. De Paralamas a Kid Abelha, de Lulu Santos a Ritchie, Titãs, Legião, Plebe Rude, não havia exceção. Chegávamos em radio-taxis, comíamos alguma coisa e éramos levados a um palco pequeno, bem pequeno mesmo. Com um microfone aberto eu cantava enquanto Coelho, Sheik e Birita (com apenas uma caixa e um prato) faziam performances. Miguel “tocava” guitarra pois era mais fácil do que levar um teclado, já que muitas vezes, tínhamos de passar no meio da multidão com cordão de isolamento. Ele bem que tentou levar um teclado portátil, do tipo “casiotone”. Eis que no primeiro solo de Tédio, alguém gritou para ele “Traz um teclado decente, pooorrra!”. Desistiu e passou a levar uma guitarra mesmo. O show durava de 3 a 5 músicas. Não existia CD e as músicas eram executadas nos toca-discos. O problema é que às vezes não podíamos pular no palco, sob o risco da agulha também pular. Isto aconteceu algumas vezes, chegando ao cúmulo de trocarmos a música! Era uma bagunça! Uma das vezes, o disco arranhou e lá ficamos cantando: “eu já tentei de tudo mas não tenho remédio pra livrar-me desse Tédio, desse Tédio, desse tédio, desse tédio…..
Foi então que tive uma idéia genial: vamos gravar tudo numa fita cassete e levar um walkman. Se você não sabe o que fita cassete e walkman são, procure no Google
. Bem, com a ajuda de um cabo, ligava o walkman bastava apertar um botão e o nosso playback não ficaria à mercê de pulos, repeticões etc. Só faltou um detalhe. Na primeira vez que tentamos isso, tudo funcionou direito mas eu esqueci de colocar pilhas novas. E com isso, claro, as músicas começaram a ficar mais lentas, mais graves, um horror! E enquanto a gente tocava cada vez mais devagar, alguém da banda tentava avisar pra voltarmos ao disco de vinil. Que pulasse, repetisse, mas que acabasse este sofrimento o quanto antes!
Conforme eu for me lembrando, postarei outras







