
O grupo já tinha tido vários nomes como "Hipopótamos de Kart", "Borrão", "Fiubum e as Drosophilas Melanogaster", mas não estavam satisfeitos com nenhum deles. Herbert Vianna, amigo da rapaziada, sacou o nome Biquini Cavadão que a princípio não foi muito bem aceito pelo grupo. Um belo dia, tomando carona no velho Fusca do HV, foram convencidos a dar uma chance ao nome. Se pintasse algum nome melhor eles trocariam... Mais de 10 anos se passaram e hoje em dia, todos adoram o nome. Ah! Mas ainda não foi respondida a pergunta "Porque o nome Biquini Cavadão" não é mesmo? Clique aqui para ouvir a resposta do próprio Herbert.
Durante muitos anos, o Biquini foi considerado paulista pelas pessoas. Talvez por serem muito branquelos e quase não irem à praia. Talvez pelo tipo de som. O fato é que nem eles entendem muito o porquê disso. Volta e meia alguém ainda tem esta dúvida quanto a naturalidade do conjunto. É de São Paulo? Então é de Brasilia? Já sei, é gaúcho! Pois bem, a resposta certa é: o Biquini é carioca da gema!
No começo da carreira, costumavam sempre achar que o tecladista e o baixista do Biquini tinham algum laço de parentesco. Irmãos? Primos? Ambos muito altos, cabelos curtos, rostos magros, óculos.... Para piorar a situação, era muito comum um dizer que sim e o outro que não! Na verdade, as árvores genealógicas dos dois não tem nada em comum. Inclusive, nenhum dos Biquinis tem algum laço de família. O máximo que já aconteceu foi do irmão do Alvaro Birita e o primo do Carlos Coelho trabalharem como roadies nos primeiros meses.
A risada é de Paulo André Mossmann, que acompanhou e ajudou na gravação do álbum Descivilização. Gravaram sua risada durante as gravações e a acharam ideal para abrir a faixa.
Sim. O grupo começou como um quarteto, sem guitarrista. A capa do compacto de Tédio prova isto. Carlos Coelho entrou no terceiro show profissional da banda. Entretanto, nestes anos todos, algumas vezes Coelho foi substituído às pressas por motivo de doença. Teve mononucleose em 85, hepatite em 88 e uma virose em 93. Foi substituído por Carlos Beni, Luis Campelo e Felipe Eyer respectivamente. O grupo também chegou a tocar duas vez sem tecladista pelo fato do Miguel estar acamado. Uma foi em Barra Mansa, 1985, e a banda virou um quarteto. Na outra ocasião, em Jaú-SP(1999), o grupo contou com o auxílio luxuoso de Maurício Barros, do Barão Vermelho. Fora isso, em seus show, o Biquini contou várias vezes com participações especiais dos roadies tocando guitarra base e percussão. O quinteto chegou a virar hepteto em determinadas músicas. Em 98, o grupo também tocou com quatro backing vocals e bailarinas. Desde 2000 tem sido acompanhado por um trio de metais. Não podemos deixar de registrar a presença de Ronaldo Lima Filho que de 86 a 90 tocou percussão ocasionalmente com o grupo. A partir de 2001, com a saida de baixista , voltaram a ser um quarteto, passando a tocar com nos shows com Patrick Laplan.
Certamente o álbum Descivilização. Estourou três faixas no Brasil inteiro: Zé Ninguém, Impossível e Vento Ventania. Esta última foi a música mais tocada no Brasil em 92 eleita pelos leitores do Jornal do Brasil e da Revista Bizz como a melhor daquele ano.Entretanto, o que vendeu mais até o momento é o disco O Melhor do Biquini Cavadão, que já passou das 160 mil cópias vendidas.
Sim. O Biquini tocou em Boston, Massachussets e Newark, New Jersey em 95. Os shows foram para a colônia brasileira que mora nos Estados Unidos. O CD biquini.com.br foi lançado em Portugal em 1999 e o grupo se apresentou também em Lisboa e Cascais, além cumprir uma agenda de divulgação intensa. Fora isso, o Biquini já tocou em todo o território nacional totalizando mais de mil shows !
Clube da Cadela Pornográfica é uma central de informações coordenada pela Lysa para responder e manter informado cada fã do Biquini que escreve para lá. Através de zines via mala direta, quem se inscreve fica sabendo de tudo que o Biquini faz,fez e fará. Caixa Postal 14744, CEP 22412-970 Rio de Janeiro-RJ
As influências são diversas e é preferível você dar uma olhada na ficha pessoal de cada um aqui mesmo . Entretanto, fazem questão de dizer que Paralamas do Sucesso é um consenso geral.
O Biquini Cavadão tem integrantes que beiram os 35. O mais velho é Alvaro Birita nascido em Junho de 65. O mais novo é Bruno, nascido em Novembro de 66. Já o Biquini Cavadão tem como "data de aniversário" o dia 16 de Março de 85, dia em que pela primeira vez se apresentaram profissionalmente ou, como eles preferem, "dia em que as pessoas pela primeira vez tiveram que pagar para nos ver tocar!".
Dos albuns do Biquini (ver Discografia), apenas os disco Agora, de 1994 está fora de catálogo. Isto quer dizer: mesmo que o lojista não tenha, há como ele arranjar para você. Fora este disco lançado pela Sony e que trazia Chove Chuva, além de outras faixas, você pode adquirir nas lojas os seguintes CDs: O Melhor do Biquini Cavadão, Remixes , biquini.com.br, Escuta Aqui, além das coletâneas Sem Limite, O Melhor de 2 e Millenium. A Universal relançou recentemente os quatro primeiros discos em CD para você completar sua coleção.
A voz que abre o lado 1 do Lp Zé é de Júlia Borja, filha de Carlos Beni, que na época tinha três anos de idade. Júlia também aparece no video clip de Zé Ninguem na última cena.
Eric Nobrega era colega de colégio do pessoal. Morreu durante as gravações do disco Descivilização. O grupo decidiu lhe prestar uma última homenagem dedicando Vento Ventania à ele. Era uma das músicas que ele havia escutado nos ensaios antes do Biquini gravar e havia mencionado gostar muito.
O Biquini Cavadão sempre fez muitos show ao ar livre. Em algumas ocasiões, aconteceu de chover durante estas apresentações. O grupo então tocava "Chove Chuva", como que dizendo para todos que a chuva não estragaria a festa. O público correspondia e o show seguia com o mesmo pique. A versão do Biquini para a música de Benjor foi gravada em um especial ao vivo no estúdio de uma rádio e logo chegou às mais pedidas. O grupo gravou-a em Outubro de 93 junto com Admirável Gado Novo, de Zé Ramalho e as duas entraram como faixas extras do disco Agora, no k7 e CD.
O maior público presente a um show só do Biquini Cavadão foi no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte em 86. Mais de 40 mil pessoas presentes. Se formos contar eventos com mais de uma banda, este número sobe para 60 mil no estádio Morumbi no Hollywood Rock de 93. O recorde negativo também é "motivo de orgulho" da galera: apenas 2 pagantes em um estádio de futebol em Macaé, em 85.
O Biquini do Rei é a fusão dos "Marcelos" Crelier e Marques, "cozinha" do Inimigos do Rei, com Bruno e Coelho, do Biquini Cavadão, além de Hiroshi, tecladista que toca com Zélia Duncan, Fanzine entre outros artistas. A proposta do Biquini do Rei era a de fazer versões pouco ortodoxas para clássicos dos anos 60, 70 e começo dos anos 80. Este projeto paralelo do Biquini se apresentou algumas vezes no Rio de Janeiro e em Curitiba entre 94 e 95 tendo parado em 1996. Obs: eles não tocavam nenhuma música das bandas de origem.
Quase. Coelho e Alvaro nasceram no Rio, de fato. Bruno nasceu em Ituiutaba-MG e veio morar no Rio com 4 anos de idade. Miguel nasceu em Dallas, Texas, Estados Unidos e veio ainda bebê para a Cidade Maravilhosa. Estes dois, portanto, também se consideram cariocas.
O método de composição é coletivo. Todos participam da feitura das letras, dos arranjos, da escolha dos timbres, dos detalhes da gravação e, para que cada música entre no disco, tem de haver um consenso entre os integrantes, o que torna demorada a feitura de cada música do disco. Sem contar com isso, é comum o grupo abandonar vários projetos de uma hora para outra para recomeçar a compor do zero. Pra terminar, eles mesmos se consideram bem preguiçosos....
Houve um erro na fabrica da Sony. O tal adesivo era para ser afixado nas capas do CD e k7 somente. Entretanto, a primeira tiragem saiu com adesivos nos LPs também ! O problema foi rapidamente corrigido pela gravadora. Muitos estranharam a não colocação de "Chove Chuva" no LP. Segundo Bruno, "ficariam 5 faixas de fora do disco por motivos técnicos (o vinil não comportava os 62 minutos de música que o disco Agora tinha..). Pensamos que, se "Chove Chuva" já havia saído em vinil no disco "HOT HITS 94", esta é que não precisava entrar no disco "Agora", abrindo assim oportunidade para uma outra faixa, que ficaria de fora, poder entrar. "
Bruno responde: "Curtimos muito Legião e admiramos o Renato. Estávamos sempre nos vendo nos camarins dos programas de TV, como Chacrinha, Som Maior (da Manchete) e outros, por volta de 1985. Pensamos em chamá-lo para um dueto na faixa "Domingo". Ele aceitou. Foi aí que pintou "Múmias" um projeto que havíamos escrito há 8 meses e que conseguimos arranjar do jeito que queríamos para o disco. Achávamos que a participação do Renato seria mais interessante nela. Mostramos para ele e a troca estava feita. O dueto seria em "Múmias" (que ele disse parecer com "the Stranglers"...) e não mais em "Domingo". Gravamos em uma rápida sessão nos estúdios da Polygram.
Foram vários motivos: Em 94 havíamos lançado o disco Agora e ficamos trabalhando por dois anos este disco. Em 95, ao completarmos 10 anos de carreira, fizemos uma reflexão sobre o que queríamos para a próxima década. Nesse interím, nos dedicamos a projetos pessoais sem nunca ter abandonado a estrada e as composições. Em 96, rescindimos contrato com a Sony e isso atrasou ainda mais o lançamento. Gravamos entre 96 e 97. Assinamos com a BMG para lançar o novo disco ainda em 97 mas em Outubro, mesmo com o disco pronto, tivemos nosso lançamento adiado pela BMG. Foi angustiante, mas confesso que foi uma feliz providência.
"Inspirada em uma conversa que tive com Gessy dos Santos Bispo, que há 20 anos trabalha para minha família, eu escrevi a letra sobre uma mulher que batalha e não abdica de seus sonhos. O nome escolhi por ser bonito e brasileríssimo. Janaína é nossa busca de representar o ideal e garra das mulheres do Brasil." - Bruno
Em 1994 saimos de nossa gravadora Polygram e fomos para a Sony. O resultado, embora tenha trazido aos fãs o sucesso 'Chove Chuva' e o CD Agora, não poderia ter sido pior. Insatisfeitos com nossa relação dentro da gravadora, pedimos para romper o contrato. A recisão toma tempo e nem sempre é benéfica para o artista, mas decidimos correr o risto. Até que lançássemos um novo CD por uma nova gravadora, ficamos em um limbo, onde apenas dávamos shows e compúnhamos para o novo disco. A idéia era voltarmos já em 1997, mas tivemos que nos adequar ao cronograma da nova gravadora que adiou o lançamento para 1998. Daí, os quatro anos sem disco novo.
Porque foi necessário. Sempre dissemos que enquanto houvessem idéias e o prazer de estarmos juntos, não haveria porque não continuarmos a levar o grupo adiante. Infelizmente, depois de 15 anos, deixamos de ter as mesmas idéias e após uma conversa, decidimos seguir em frente como um quarteto. Acontece nas melhores bandas. O resto é história.