Samba de Branco
Alvaro, Bruno, Miguel, Sheik, Coelho
Edição: Phonogram Publishing
Ano: 1989
ISRC: BRMCA8900021/63618443
Mulher, me deixa ser malandro
Quero cantar as velhas bossas
Mulher, me deixa ser malandro
Quero voltar à boemia
Ter a vida desregrada
Afogar as minhas mágoas
Batendo perna pela rua, me larga
Me larga, desgraçada
Eu quero amantes bem safadas
E um carrão envenenado
Aquele emprego no governo
Eu sou uma ovelha desgarrada
Eu quero encher a casa de amigos
Só pra falar um pouco de besteira
Tudo que eu quero é uma vida sossegada
Me deixa em paz, mulher
Eu quero beber, fumar e jogar
Na boca dos becos, na mesa do bar
Botar pra fuder, botar pra quebrar
Voltar de manhã vendo o dia raiar,
Vendo o dia raiar
Mulher, me deixa ser malandro
Quero cantar as velhas bossas
Mulher, me deixa ser malandro
Quero voltar à boemia Mulher não quero ser mais certo
Correto dos pés a cabeça
Até pareço um boneco
Fantoche de alguma peça
Eu quero sair todo domingo
Apedrejar o bandeirinha
E dançar o funk sem companhia
Nos bailes da periferia
Eu quero encher a cara com os amigos
Só pra falar um monte de besteiras
Fazer da vida uma bagunça
Um carnaval sem quarta-feira
Eu quero beber, fumar e jogar
Na boca dos becos, na mesa do bar
Botar pra fuder, botar pra quebrar
Voltar de manhã vendo o dia raiar,
Vendo o dia raiar
Observações da banda
Surgiu no estúdio de ensaio na casa do Birita. Um baixo Motown mas tocado com uma bateria de samba. Virava um samba-funk. Achávamos que chamar isto de samba era pretensão, portanto tratamos de chamá-la de "samba de branco"(gíria para "samba mal-tocado"). A nossa autocrítica sempre foi impiedosa. Isso não quer dizer que a música tenha ficado ruim. Apenas não era um samba, como nós mesmo admitíamos. Raul de Barros, mestre do Trombone participa dando um solo "malemolente e inebriante" na faixa. BRUNO GOUVEIA Um samba muito esquisito. COELHO
Ficha técnica
- Voz: Bruno Gouveia
- Guitarra: Carlos Coelho
- Trombone: Raul de Barros
- Percussão: Ronaldo Cunha Lima Filho
- Bateria: Álvaro Birita
- Teclados: Miguel Flores da Cunha
- Baixo: Sheik