Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na
cama
O dia, a monotonia tomou conta de mim
É o tédio, cortando os meus
programas, esperando o meu fim
Sentado no meu quarto
O tempo voa
Lá fora a vida passa
E eu aqui a toa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me deste tédio
Vejo um programa que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem , pois pra mim
, tanto faz
Já tive esse problema, sei que o
tédio é sempre assim
Se tudo piorar, não sei do que sou capaz
Tédio, não tenho um programa
Tédio, esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia, eu fico sério
Me atiro deste prédio.
Observações da banda
A primeira composição que fizemos:
data do primeiro semestre de 84. Tudo
começou com um poema no meio de uma aula de
física na UFRJ. Éramos um quarteto
sem maiores pretensões, convencidos pelo
Beni a gravar uma demo. Herbert tocou as guitarras
que faltavam e Maurício Valladares fez nosso
début na Rádio Fluminense. Veio
então a primeira nota no jornal, o primeiro
contato com gravadoras e nossa entrada na Polygram.
Coelho também participou da faixa, gravando
guitarras adicionais, alguns meses após a
sua entrada na banda , em 85.
Ficha técnica
- Voz: Bruno Gouveia
- Guitarra: Carlos Coelho
- Teclados: Miguel Flores da Cunha
- Baixo: Sheik
- Bateria: Álvaro Birita